São Paulo recebe maior evento nacional voltado à educação e discute tecnologia no setor 

Está acontecendo em São Paulo, até sábado, a terceira edição da Bett Brasil Educar, um dos maiores eventos de educação da América Latina. A conferência reunirá, nos quatro dias de evento, de 18 a 21 de maio, cerca de 14 mil visitantes no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, e mais de 150 escolas e empresas do segmento de educação expondo suas ideias e soluções para o setor. Com o tema “melhor educação, melhor sociedade”, o foco do maior evento educacional do Brasil é como a qualidade da educação se relaciona com a melhoria da vida e do convívio em sociedade.

Tecnologia e educação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante o evento, acontecerão mais de 200 palestras e cursos, muitos colocando a tecnologia como meio de transformação para os métodos de ensino e aprendizagem. Para o palestrante Marcelo Lopes, professor de Ciências e Biologia, que ingressou na tecnologia educacional com aulas de robótica, um dos pontos mais importantes para a disrupção dos métodos de ensino é a formação adequada do professor quanto aos recursos disponíveis. “Vale mais um professor bem informado com pouca tecnologia do que com muita tecnologia sem ter como usar. Precisamos investir 80% em pessoas e 20% em equipamentos”, diz.

Mas, como aplicar, então, recursos tecnológicos em escolas que não tenham uma infraestrutura adequada? De acordo com Marcelo, a saída para este desafio é adaptar a sala de aula às tecnologias que o aluno já utiliza diariamente. “Todas as escolas, pensando em alunos a partir de 11 anos de idade, têm alunos que, em sua maioria, possuem smartphones. Se usarmos o smartphone dos próprios alunos, vamos conseguir desenvolver um bom trabalho”.

Ele acredita que, com esta ferramenta básica e do dia a dia, a escola pode se aliar ao celular dos alunos, não transformá-los em um inimigo. “Podemos trabalhar com realidade aumentada, realidade virtual, objetos interativos e ensino adaptativo, entre tantas outras possibilidades”.

Lúcia Dellagnelo, coordenadora do Iieb- Iniciativa para Inovação na Educação Brasileira -, diz que há uma necessidade de implantação de ferramentas tecnológicas principalmente no ensino médio, onde o Brasil tem dificuldades em fazer com que os jovens tenham uma aprendizagem relevante e até mesmo manter os jovens na escola. “As tecnologias tem um papel muito grande, porque o jovem busca uma educação customizada e mediada pela tecnologia”, explica.

Para ela, esta customização da educação por meios tecnológicos pode ser um grande aliado do professor, que passa então a lidar cada vez menos com questões administrativas. Assim, o professor começa a adaptar melhor o período em sala de aula para enquadrar às necessidades do aluno, além de ter a opção de propor atividades diferenciadas em sala de aula, tirando o foco do professor como detentor de todo o conhecimento e passando a integrar com os alunos e compartilhando experiências e aprendizado. “Precisamos pensar no objetivo, funcionalidade e na competência das pessoas que utilizarão conteúdos digitais em sala de aula para que seja eficaz”, completa. 

Para Lúcia, o que falta para que cada vez mais escolas apliquem tecnologias dentro de suas salas é a combinação de quatro fatores: visão, competência, infraestrutura básica e conectividade. “Hoje a tecnologia na educação tem sido utilizada em experimentos pilotos, projetos isolados, mas não existe uma política pública de tecnologia educacional, que é o que o Brasil mais precisa”, diz.

Vera Cabral, consultora de Educação do evento, diz que é necessário transformar agora a forma como a educação acontece: “Precisamos transformar a forma como se aprende para que a gente consiga resultados diferentes em termos do que faz a aprendizagem funcionar. Para alterarmos este processo, as tecnologias são fundamentais”, destaca. “Cada vez mais temos aulas e conteúdos online gratuitos que os alunos podem usar sem custo extra para a escola, e que muitas vezes até compete com a própria escola”.

Uma das novidades desta edição do evento é um espaço dedicado às startups do segmento educacional. Márcio Boruchowski, CEO da Educare e curador da Feira de Startups, diz que, muito mais do que ter um estande no evento, o intuito do espaço é focar no networking entre as startups e as escolas. “Nosso único critério era que fosse uma startup e do segmento de educação. Como educação é um mercado muito amplo, cada uma das startups que estão expondo aqui tem uma solução diferente”, completa.

Márcio diz que há uma demanda enorme atualmente em ensino personalizado. “As pessoas são diferentes, tem interesses diferentes e aprendem de formas diferentes”, diz. Para ele, há uma tendência de cada vez mais as startups adaptarem seus produtos às necessidades específicas de um aluno, porque em uma sala de 40 alunos, por exemplo, alguns estão mais adiantados e acham a aula atrasada, outros acompanham a aula e alguns ainda ficam para trás, precisando de uma atenção diferente para que possam acompanhar os demais. “Nós devemos ser peças na engrenagem que ajuda os alunos que estão adiantados a subirem mais e alavancar os que estão atrasados”.

As startups que estão expondo no evento são:

Fonte: Startupi.com.br

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